A descoberta digital passou a acontecer por caminhos mais diversos, o que amplia a função do conteúdo dentro da estratégia orgânica. Além de atrair visitas, páginas bem construídas ajudam a formar contexto, sustentar autoridade e inserir a marca em diferentes momentos da pesquisa, inclusive quando a jornada não resulta em acesso imediato ao site.

Sim. O avanço das IAs generativas mudou a forma como as pessoas encontram respostas, mas não eliminou a necessidade de tornar uma marca e seus conteúdos encontráveis.

O que mudou foi a relação entre visibilidade e clique. Uma busca pode terminar na própria página de resultados, levar o usuário a um site ou continuar em uma experiência generativa com novas perguntas.

Por isso, a discussão já não deveria ser se SEO continua existindo, mas qual papel ele passa a cumprir quando a jornada de busca acontece em mais formatos e ambientes.

Sim: SEO continua relevante, mas o clique deixou de ser a única medida

Para o Google, a resposta é direta: as práticas fundamentais de SEO continuam relevantes também nas experiências generativas da Busca.

Em sua orientação atual para sites, o Google explica que recursos como AI Overviews e AI Mode utilizam seus sistemas centrais de ranqueamento e qualidade para recuperar páginas do índice. Isso significa que estrutura técnica, conteúdo útil, rastreabilidade e indexabilidade continuam fazendo parte da base para ganhar visibilidade nesses ambientes. 

O que ficou menos adequado é avaliar toda a estratégia apenas pela quantidade de cliques orgânicos recebidos.

O que as IAs mudaram na relação entre busca e clique

As respostas generativas acrescentaram uma nova camada entre a pesquisa e a visita ao site. Em algumas consultas, o usuário consegue resolver parte da dúvida sem clicar; em outras, a resposta funciona como ponto de partida para continuar pesquisando e acessar diferentes fontes.

Um estudo do Pew Research Center ajuda a dimensionar essa mudança. Ao analisar buscas de adultos dos Estados Unidos em março de 2025, a instituição encontrou menos cliques em resultados tradicionais quando uma resposta gerada por IA aparecia na página.

Isso não significa que “o clique morreu” ou que o mesmo comportamento se repita em todos os mercados e tipos de busca. Significa que impressão, posição e clique já não explicam sozinhos toda a visibilidade gerada por uma estratégia orgânica.

A intenção continua fazendo diferença. Uma resposta objetiva pode terminar na própria busca, enquanto decisões que exigem comparação, aprofundamento, contratação ou validação podem levar o usuário a consultar sites e outras fontes.

A forma como as buscas estão mudando com a IA exige, portanto, uma leitura mais ampla da jornada, e não o abandono do SEO.

Essa mudança já aparece na prática. Na HouseCricket, temos casos em que pessoas chegaram até a agência depois de pesquisar de forma conversacional em uma ferramenta de IA sobre temas como agromarketing.

Nesse tipo de jornada, pode não existir o clique tradicional que estamos acostumados a enxergar no Search Console ou no Analytics. Mesmo assim, a busca ajudou aquela pessoa a descobrir a agência e entender que ela poderia ser uma solução para o que procurava.

Isso só é possível porque existe uma base pública de conteúdo que ajuda a construir esse contexto: páginas, artigos e outros materiais que explicam em quais assuntos a HouseCricket atua e qual conhecimento possui sobre eles.

É um exemplo de como visibilidade orgânica deixou de significar apenas gerar uma visita ao site. Em algumas jornadas, o conteúdo também participa da descoberta e da consideração antes que o usuário faça qualquer clique mensurável.

O que continua sendo SEO mesmo na busca com IA

A chegada das respostas generativas não criou uma internet separada daquilo que já era trabalhado em SEO.

No Google, recursos como AI Overviews e AI Mode continuam apoiados no índice e nos sistemas da Pesquisa. Para uma página participar desse ecossistema, portanto, fundamentos conhecidos continuam importantes: o conteúdo precisa poder ser rastreado e indexado, responder bem à necessidade do usuário e oferecer informação útil e confiável.

Também não existe uma otimização especial obrigatória para aparecer nesses recursos. O próprio Google recomenda aplicar boas práticas de SEO e produzir conteúdo original, útil e que acrescente algo além do conhecimento genérico disponível na web.

Isso reforça uma mudança de prioridade importante: não produzir conteúdo apenas para ocupar uma palavra-chave, mas criar uma fonte que realmente mereça ser encontrada, consultada e referenciada.

É nesse cenário que termos como GEO, AEO e AIO passaram a circular no mercado para descrever estratégias voltadas à visibilidade em respostas geradas por IA.

O que ajustar agora na estratégia de SEO e conteúdo

A mudança não exige abandonar aquilo que já funcionava em SEO. Exige revisar prioridades e a forma de medir resultado.

Produza conteúdo que acrescente informação

Resumir aquilo que dez outras páginas já dizem ficou ainda menos competitivo.

Experiência própria, dados, exemplos reais, participação de especialistas, pesquisas e interpretações originais ajudam a criar um conteúdo que tenha algo para oferecer além da resposta mais óbvia.

Isso vale tanto para uma estratégia de conteúdo quanto para a busca por visibilidade em experiências generativas.

Garanta que o conteúdo possa ser encontrado

Fundamentos técnicos continuam importantes.

Para os recursos de IA da Pesquisa Google, a página precisa estar acessível ao Google, retornar normalmente, possuir conteúdo indexável e respeitar os requisitos tradicionais da Busca.

Não existe necessidade de reconstruir todo o site para “a IA ler”. O primeiro passo continua sendo garantir que pessoas e mecanismos de busca consigam acessar e compreender aquilo que foi publicado.

Cubra as perguntas reais do público

As interfaces generativas permitem consultas mais longas, específicas e conversacionais. Isso amplia a importância de entender as diferentes dúvidas que aparecem ao redor de um mesmo assunto.

A resposta não é produzir dezenas de páginas quase iguais. É organizar uma cobertura coerente, em que conteúdos diferentes respondem a necessidades diferentes e se conectam entre si.

Para estratégias voltadas especificamente a aparecer nas LLMs, também é importante entender que cada plataforma possui formas próprias de recuperar, selecionar e apresentar informações.

Amplie a forma de medir visibilidade

Cliques continuam importantes, mas não devem ser o único indicador.

Dependendo da estratégia, vale acompanhar impressões, conversões, buscas pela marca, tráfego vindo de assistentes de IA, citações, páginas utilizadas como referência e outros sinais relacionados ao objetivo do negócio.

No Google, a própria evolução do Search Console já amplia a leitura sobre a presença em recursos generativos. Fora dele, o acompanhamento exige combinar dados de referência, monitoramento recorrente e análise das jornadas que realmente importam para a marca.

Perguntas frequentes

SEO ainda importa com o avanço das IAs generativas?

Sim. Para o Google, as boas práticas fundamentais de SEO continuam válidas também para AI Overviews e AI Mode, porque esses recursos utilizam os sistemas de busca e seu índice para recuperar páginas relevantes.

O que muda é que posição e clique deixam de representar sozinhos todas as formas pelas quais uma marca pode ganhar visibilidade.

Preciso criar um conteúdo diferente para SEO e para IA?

Não necessariamente. Para os recursos generativos do Google, a orientação oficial continua sendo aplicar boas práticas de SEO e produzir conteúdo útil, original e confiável.

Outros ambientes de IA podem funcionar de maneiras diferentes, mas criar duas versões artificiais do mesmo conteúdo não deveria ser o ponto de partida.

O que é GEO e como ele se diferencia do SEO tradicional?

GEO é uma das siglas usadas pelo mercado para tratar estratégias de visibilidade em mecanismos e respostas generativas.

Não existe consenso de que ele substitua o SEO. Na prática, há bastante sobreposição entre os fundamentos das duas frentes.

Vale a pena continuar investindo em produção de conteúdo?

Sim, desde que a produção responda a uma necessidade real e acrescente informação.

Continuar publicando apenas para aumentar a quantidade de páginas tende a gerar pouco valor. O foco deve estar em atualizar conteúdos importantes, preencher lacunas relevantes e produzir materiais que tragam experiência, conhecimento ou exemplos que ainda não estão bem representados na busca.

Como medir a presença da marca nas buscas com IA?

A mensuração depende do ambiente. No Google, dados do Search Console ajudam a acompanhar a presença da busca orgânica à medida que os recursos generativos passam a fazer parte dela.

Em outras ferramentas, combine referências identificáveis no Analytics, acompanhamento de citações e um conjunto consistente de consultas relevantes para a marca. Testes manuais podem complementar a análise, mas não devem ser tratados isoladamente como uma métrica.

SEO continua importante porque a descoberta continua importante

A IA mudou a interface da busca, reduziu a necessidade de alguns cliques e criou novas formas de uma marca ser encontrada. Mas não eliminou a necessidade de produzir informação útil, organizar essa informação e torná-la acessível.

O desafio agora é deixar de enxergar SEO apenas como disputa por posições e começar a avaliar como a marca participa de uma jornada de descoberta que pode passar por resultados tradicionais, respostas generativas e diferentes plataformas.

E talvez a pergunta mais importante seja: sua estratégia está preparada apenas para conquistar o clique ou também para construir presença antes que ele aconteça?

Se o desafio agora é entender como SEO e IA mudam a visibilidade da sua marca, vale marcar um papo com os Grilos.

A HouseCricket conecta SEO, conteúdo, dados e estratégia para ajudar marcas a serem encontradas nos diferentes ambientes em que as buscas acontecem.